(...) O rosto do demônio, inesquecível como um trauma, erguia-se perante sua imaginação com abominável frequência. Os olhos soltos, vazados, porém plenos de vida; o nariz destruído, sem sustentação – um punhado de carne escurecida e enrijecida, que deixava visíveis as cavidades nasais. Os nascedouros dos dentes claríssimos à mostra por debaixo da pele seca do queixo e da mandíbula. Os cabelos secos e quebradiços...
“Vocês são as aranhas”, havia dito o demônio, com sua voz tão seca quanto o seu corpo. “Os outros, os vivos, são as moscas, que vocês capturam... e eu sou a vespa da terra. Assim como vocês precisam das moscas... eu preciso de vocês...”
Enquanto falava, havia amarrado-o com surpreendente facilidade.
“Vocês... vocês são a doença dos outros. A doença das moscas... E eu sou a cura. Sou a doença de vocês!”
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